Sede do Clube 13 de Maio: participação de muitos

Descrita, alguns meses antes da inauguração, por Silvio de Aguiar Souza, um de seus idealizadores, como um local construído com “material de primeira ordem, o forro do salão nobre de celotex; o soalho, de tacos; a laje que garante a resistência entre o pavimento térreo e o primeiro andar com espessura de 18 cm, com resistência suficiente para o sapateado da negrada (sic); a iluminação do salão de luz fluorescente”, a sede da Sociedade Beneficente 13 de Maio, foi inaugurada em 1948.

O primeiro dos bailes ali realizado, justamente no dia 13 de maio, exigiu traje a rigor tanto para homens como mulheres. Foi o resultado de uma campanha que envolveu todo tipo de doações, a partir de 1943. O local encontrava- se originalmente hipotecado e uma coleta entre amigos desonerou o antigo prédio. A pedra fundamental foi lançada com a liberação de Cr$ 20.000,00 pelo interventor de São Paulo, Fernando Costa, que, através da Legião Brasileira de Assistência, garantiu, ainda, mais 40 mil nos anos seguintes. O interventor sempre teve grandes ligações com Piracicaba, onde se formou agrônomo pela ESALQ. O usineiro Lino Morganti doou 135 milheiros de tijolos e o madeiramento para cobertura do prédio veio do Dr. Jean Balbaud, do Engenho Central. O final das obras só foi possível mediante verbas da ordem de R$ 200.000,00 liberadas pelo deputado federal Romeu de Campos Vergal. Os dados foram todos publicados dois meses antes da inauguração, em artigo do próprio Prof. Silvio de Aguiar Souza, no jornal “O Diário”.

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