Solidariedade em doses menores mas eficientes

Quando, em 2003, a crise sobre os hospitais filantrópicos e entidades assistenciais se tornou foco de preocupação, não deixa de ser curioso se verificar como a comunidade interagia, em Piracicaba, com suas doações junto à Santa Casa, nas primeiras décadas do século XX. Principal espaço de atendimento à saúde pública, ali chegavam doações a conta-gotas que, entretanto, faziam tanta diferença que eram listadas e tornadas públicas mensalmente.

Em dezembro de 1933, por exemplo, a Santa Casa listou como doações 5 litros de leite vindos de Fioravante Andreoli, 34 litros de álcool da Usina Monte, uma rosca doce de Padovani & Cia, uma cesta de frutas de Suzana Schmidt, 36 ovos de Natalina Artuso, 1 saco de batatas de José Munhoz, 36 doces de João Negri e, com destaque, um alqueire de feijão de Jacinto Robin.

O balanço indicava que o Hospital acolhera, no período, 38 homens e 21 mulheres, além de dois pacientes que haviam falecido. Mas havia ainda o atendimento ambulatorial, que registrava 577 consultas e 654 curativos.

 

 

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