Guia dos Jazigos Históricos do Cemitério da Saudade

Portão Artistíco do Cemitério da Saudade projetado pelo arquiteto italiano Serafino Corso juntamente com Carlos Zanotta.

Os pesquisadores Eduardo Gabriel e Paulo Renato Tot Pinto elaboraram um Guia do Cemitério da Saudade. Trata-se de um mapa/roteiro com a localização, fotos dos túmulos e informações das principais personalidades históricas sepultadas no cemitério.

Segundo Gabriel, entrar pelo portal histórico do Cemitério da Saudade de Piracicaba é transpor uma barreira invisível entre dois mundos – a cidade dos vivos e a cidade dos mortos. A dinâmica urbana das cidades tem no cemitério uma de suas fontes de explicação. Através das personalidades históricas sepultadas no cemitério é que podemos entender a construção política, educacional e cultural, naquilo em que muitos cidadãos já contribuíram para a vida da cidade. Sob esse ponto de vista o cemitério deixa de ser apenas a “cidade dos mortos”, torna-se um espaço que ajuda a entender a nossa própria história.

Para Paulo Tot, o cemitério é como uma biblioteca – descobre quem se atreve a entendê-lo. Através dos ornamentos das sepulturas, notam-se as mais diversas formas de expressão. Famílias abastadas contratam talentosos marmoristas italianos, para esculpir para a eternidade a memória do ente querido. Os mais humildes, da sua maneira, enriquecem a casa dos mortos com contribuições caprichosas. Para eternizar a saudade, não usam a solidez do mármore, utilizaram a criatividade com materiais simples, mas abarrotados de sinceros sentimentos.

Eduardo Gabriel – Sociólogo e organizador da Semana de Estudos Cemiteriais de Piracicaba (2006-2009).

Paulo Renato Tot Pinto – Historiador, membro da ABEC ( Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais) e pesquisador brasileiro representante no X Encuentro Iberoamericano de Cementerios Patrimoniales em Medelin – Colômbia, 2009).

2 comentários

  1. Serpil em 02/10/2012 às 15:48

    Francisco, descobri agalmus similaridades em nosso passado familiar. Posso tambe9m afirmar que tenho muita intimidade com o tema, embora ne3o seja o assunto que eu mais goste de desenvolver.Mas ri sozinha com as flores de ple1stico, essa e9 batalha bem difedcil de vencer.Elas se3o deteste1teis, principalmente depois de muitos dias de chuva e sol. Por sorte, minhas experieancias foram com cemite9rio parques, mas as pessoas ne3o fazem ide9ia das lembrane7as que se3o depositadas sobre a grama como forma de recordae7e3o.E olha que as proibie7f5es se3o contratuais e a vigile2ncia intensa.Mas falta muito para que os nossos cemite9rios fiquem impece1veis como o de Arlington. O Mount Auburn eu ne3o conhee7o, mas os americanos se3o mesmo bons nisso.Tanto que muito congressos sobre o tema acontecem le1.E falando em momentos de dor, acho que se3o nos cemite9rios que vemos as mais diferentes demonstrae7f5es.Mas isso e9 conversa que de1 um livro inteiro.Pelo menos aqui no Brasil e9 permitido levar as cinzas para casa, mas ne3o e9 ainda uma pre1tica muito comum.Eu je1 fiz minhaa0ope7e3o.

  2. Linneu Stipp em 01/03/2013 às 18:33

    Prezados do A Provincia

    Tenho parentes não citados, como o meu trisavô José Stipp imigrante alemão desembarcado em Santos no dia 13 de dezembro de 1827, casou-se em 20 ou 28 de julho de 1838 com Anna Maria Theodora da Fonte, tiveram 12 filhos e filhas.

    Hoje encontramos descendentes desse Stipp imigrante, nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rondonia, e também na região de Hernandarias, Paraguai.

    No site http://www.stipp-genealogie.de/

    é encontrada a genealogia dos Stipp nascidos no Brasil.

    Lembro que havia uma Banda de Musica, a Banda Stipp, formada na sua maioria por membros da familia, o regente era o Pedro Nicolau Stipp, que, com dois irmãos, muitas personalidades de destaque, inclusive Prudente de Moraes, foram fundadores da Loja Maçonica de Piracicaba, em 1876.

    Também estão sepultadas no Cemiterio da Saudade, minhas tias-avó Ida, Helena, Sophia, missionarias metodistas, professoras do Colégio Piracicabano, Eram filhas de Johannes Schalch, suiço, Henriette Dorotee Buch, alemã, netas de Johannes Eucharius Valentin Buch, um dos herois da Batalha do Waterloo, junho de 1815.

    Piracicaba tem história, eu muito me orgulho de meus parentes Stipp e Schalch…

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