Causos de além túmulo: a Loira do Banheiro

Por volta do ano de 1976, toda a cidade foi agitada pela presença de uma visitante muito especial, que causou discussões em toda a parte. Era uma mulher, de cabelos loiros e, diziam até, muito bonita. Tinha um grande interesse em entrar em contato com outras mulheres e em especial nos colégios da cidade, seus lugares preferidos. Até aí tudo bem, mas como ninguém é perfeito, essa mulher tinha um importante defeito: ela já estava morta.

Foi a famosa “Loira Fantasma”, que em 1976 deixou Piracicaba e outras cidades em polvorosa, mas depois sumiu sem deixar rastros. A história dessa loira é um dos causos mais interessante surgidos. Ninguém até hoje sabe se ela foi realmente vista ou se tudo na verdade não foi uma invenção de alguém, que se espalhou aos quatro cantos, com a velocidade incrível com que andam os causos bem contados.

Tudo bem, tem gente que jura que viu a famosa mulher, de preferência com “esses olhos que a terra há de comer”, como se diz nessas ocasiões. E outros se lembram até hoje do medo que sentiam em dar de cara à noite com o estranho personagem.

Terror no banheiro

Adriana de Oliveira diz que em 1976 o medo da “Loira Fantasma” se espalhou como um raio no colégio em que estudava, principalmente porque suas aulas eram no período noturno. “Eu nunca fui de me impressionar muito com essas coisas, mas tinha algumas amigas minhas que tinham pavor, elas não iam sozinhas ao banheiro nem que matasse”.

Isso porque o banheiro feminino dos colégios era o lugar preferido das aparições da loira. E Adriana tem até uma teoria a respeito. “Me disseram que ela era uma professora e queria entrar em contato, com as alunas para pedir, algumas coisas”.

Quanto a ver mesmo, ela diz que algumas pessoas contaram coisas impressionantes a respeito. “Disseram que só dava para ver a cabeça dela e tinha algodão no nariz, e tudo recoberto por um véu”. E não tardou para que descobrissem e tirassem conclusões de que a mulher tinha sido decapitada, vejam só que horror.

Algodão na boca

Fátima Alves também se lembra de um episódio. Ela estudava também à noite, tinha muito medo de encontrar a loira, o que era comum a todas as companheiras de classe. Ela até conta um fato interessante. “Uma vez, uma das minhas amigas, saiu cedo da classe porque iria encontrar o namorado. Só que antes ela foi ao banheiro, mas como estava com pressa, escorregou e deu um grito. A gente ouviu porque ficava do lado da sala de aula. E quando isso aconteceu, saímos todas correndo, apavoradas. “A loira, a loira fantasma apareceu!”.

Fátima não chegou a ver, mas histórias incríveis chegaram aos seus ouvidos, aumentando o pavor. “Diziam que ela estava com um véu recobrindo o rosto e tinha a boca cheia de algodão. E isso porque ela era uma professora que tinha sido assassinada pelo marido ou namorado, mas só que antes de matá-la, o homem tinha tapado a sua boca para ela não gritar”.

Por isso, diz que ela aparecia para pedir socorro. “Só que ela ficou este tempão todo vindo porque ninguém conseguiu entender o que ela queria”. Fátima diz que, depois de quase um ano de aparições, alguém, finalmente conseguiu sacar a mensagem do além e tudo se acalmou. E ela diz até que sabe qual era a história da mulher misteriosa. “Ela era uma professora de Rio Claro e só ficou em paz quando alguém mandou rezar uma missa em seu nome e colocou um ramalhete de rosas brancas em seu túmulo”.

Aí, a “Loira Fantasma” sossegou e não apavorou mais as estudantes da cidade. Um causo do outro mundo, não?

1 comentário

  1. matheus em 15/05/2015 às 13:04

    se louco cachorreira

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