O teatro na história piracicabana (VII)

A ata de 16 de abril de 1922 informa que uma Sociedade intentava construir um teatro moderno, porém pedia à Câmara que designasse alguns vereadores para a mesma entrar em contato com eles. Resolveu a Câmara que ela se entendesse, antes de mais nada, com o Prefeito.

Pela ata desse mesmo dia, sabe-se que o bebedouro de animais que até pouco tempo estava no Largo da Estação da Paulista, estivera, em outros tempos, no Largo do Teatro.

A tal sociedade citada voltou à carga com os vereadores. O pedido, encaminhado às comissões competentes, foi assim apreciado, como relata a ata de 6 de agosto:

“As comissões de Finanças, Polícia e Higiene, tomando conhecimento do que foi requerido pelos drs. João O. do Canto, Júlio César de Mattos, srs. Eduardo C. Sampaio, José B. Ferraz, e Dr. Otávio Mendes, referentes à construção e exploração de um teatro moderno, nesta cidade; observaram que o fim principal do pedido é referente ao Teatro Santo Estêvão, que é hoje, um próprio municipal.

As comissões, antes de tudo, louvam o propósito dos peticionários. Mas para poderem dar o seu parecer definitivo, têm de aguardar a solução do arrendamento do referido teatro, cujas propostas recebidas em concorrência pública, estão dependendo de estudos da Prefeitura, como foi resolvido pela Câmara.

Até que isso se resolva e tome forma jurídica a sociedade anônima de que faIam os peticionários em requerimento anterior, as comissões, oportunamente, darão seu parecer”.

Passou-se o tempo e somente na ata de 28 de dezembro de 1925 aparece notícia sobre o teatro. O Prefeito assim se manifestou:

“Não tendo sido possível arrendar-se o nosso teatro a quem se propusesse reformá-lo, de acordo com os editais publicados e projeto apresentado pela Câmara estando ele até hoje, fechado, tendo sido poucas vezes ocupado e ainda assim, quase sempre gratuitamente, a Prefeitura acha que a proposta de arrendamento apresentada pelos srs. A. Campo & Cia., por ser vantajosa e equivalente aos juros que a Câmara paga mensalmente a Santa Casa, deve ser aceita, pelo prazo estipulado, até que a Câmara possa fazer, em ocasião oportuna, as reformas projetadas, pedindo, por isso, à Câmara a aprovação do seu ato, por ter assinado o referido contrato de arrecadamento. Piracicaba, 21 de dezembro de 1925, Fernando Febeliano da Costa, Prefeito Municipal”.

Em razão, todavia, de profunda alteração na direção administrativa do Município, por ter sido derrotado o partido situacionista, esse projeto parece ter morrido em seu nascedouro.

Em 1930, setembro, a Câmara autorizou a construção de um posto de gasolina na pequena área atrás do teatro, sendo proprietário o sr. Esmeraldo Müller.

*CONTINUA

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