O finado Jardim da Ponte

O finado Jardim da Ponte

Inegavelmente – e a História já o confirmou – Luciano Guidotti foi o primeiro grande reformador de Piracicaba, realizando verdadeira revolução urbana em suas duas administrações. Se ele foi o transformador urbano, Salgot Castillon, que o sucedeu, se tornou o revolucionador da zona rural, então poderosa em Piracicaba.

No entanto, não se pode ocultar o lado menor da visão de Luciano Guidotti, um homem que não hesitava em sacrificar espaços públicos, jardins, praças, para o seu ímpeto construtor. Para ele, construir pontes e avenidas era mais importante, curiosamente como ocorre nestes últimos anos, com administrações ditas pragmáticas.

Luciano Guidotti mandou derrubar o que restava do Parque do Barão de Serra Negra, ao lado do Cemitério da Saudade, para a construção do Estádio Municipal; derrubou, com o apoio do então jovem João Chaddad, a histórica casa do Barão de Rezende e as palmeiras imperiais, plantadas por D.Pedro II, ao lado da Igreja do São Benedito. E destruiu todo o famoso, belo e secular Jardim da Ponte, que foi obra inicial de Luiz de Queiroz, tornando-se o Parque Sachs, para, em seu lugar, construir o Hotel Beira Rio.

Na foto, da década de 1960 e de autor desconhecido, a tristeza da inútil derrubada de um parque encantador. Observe-se, à esquerda, o belo quiosque coberto de plantas que foi ao chão. A administração de Luciano Guidotti foi marcada também por essa dendroclastia, dos que não respeitam árvores.

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