Casos de raiva em morcego caem 67% em 2014

  O número de casos positivos de raiva em morcego registrou queda de 67% este ano em Piracicaba. Segundo levantamento do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), até o dia 21 de outubro foram confirmadas quatro ocorrências. No mesmo período de 2013, o CCZ registrou 12 casos.

De acordo com Regina Lex Engel, bióloga do CCZ, o número de casos positivos reflete a queda no número de animais recolhidos pelo órgão e encaminhados para análise no Instituto Pasteur, em São Paulo.

 Levantamento do CCZ aponta 436 morcegos encaminhados este ano ante 683 no ano passado – redução de 36,2%. Se levarmos em consideração os animais enviados em 2012, a redução é de 54,2%, já que de janeiro a outubro daquele ano, 952 animais foram encaminhados para análise, com 31 casos positivos.

“Menos de 1% do total de morcegos recolhidos este ano pelo CCZ estavam infectados pelo vírus da raiva, porém a redução no número de casos positivos pode também estar diretamente ligada ao número de animais recolhidos e enviados para análise, pois dependemos da população, que nos aciona para o recolhimento de animais caídos”, explica Regina

 O quarto morcego com raiva foi encontrado vivo na cozinha de uma residência do bairro Jupiá. O animal foi recolhido na semana passada, depois de um período sem ocorrências desde o início de abril. “Não faremos o bloqueio vacinal de cães e gatos da região onde o morcego foi encontrado. Esta ação, anteriormente
preconizada pelo Ministério da Saúde, foi suspensa pelo ministério por conta da doença se encontrar controlada em humanos, cães e gatos. Vale lembrar que o CCZ realiza desde o dia 11 de outubro a primeira fase da campanha de vacinação antirrábica, que segue até sábado (1º), retornando na segunda fase a partir de 29 de novembro”.

 O CCZ irá realizar ações educativas nas escolas, associações comunitárias, igrejas e unidades de saúde do bairro onde o morcego foi localizado. Os moradores que encontrarem algum morcego caído (morto ou vivo) em sua residência não devem tocá-lo com as mãos desprotegidas. A orientação é entrar em contato com a Zoonoses para recolha do animal. “Necessitamos desses animais, pois é com eles que fazemos a vigilância e controle da raiva, com o monitoramento da circulação do vírus rábico no município”, alerta Regina.

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