Queimadas de cana ou Como debochar da lei e da saúde do povo

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Não sem razão nos sentimos muitas vezes, aqui, em terra de ninguém. Pequenos, acuados, desmentidos, deixados pra lá nas ideias ecologistas e respeitadoras do ambiente, entre outras. A maioria silenciosa ou que fala coisas disparatadas, e vota mais disparatadamente ainda, dá poder para que a inconsequência impere.

Presenciamos continuamente espuma em nosso amado rio, a qual só deus sabe de onde vem e, pior, ninguém resolve. Agora voltamos a conviver com a ilegal e inconcebível queimada de cana. Dois passos para frente e dois para trás, quando não um para frente e dois de volta. Essas queimadas, a CETESB vai investigá-las em quanto tempo, descobrirá os culpados quando (será que até o final da safra?) e punição, se existir, significará algo para os infratores?

Importante saber-se que essa abolição das queimadas foi conseguida, finalmente, a duras penas, pelos corajosos Promotores Públicos Estaduais do Grupo de Atenção Especial ao Meio Ambiente. Não menos importante considerarmos que,  para nenhuma questão ambiental, de interesse público portanto, em nenhum dos casos de Ação Civil Pública, os referidos promotores conseguiram liminar, aqui, no Município!

“Ué?” indagarão os leitores. “Pois é”, responderemos nós… Dizermos o que? A não ser o que já foi dito acima; moramos num lugar místico, onde a desorganização permanece e os “poderes ocultos”, aliás, ocultíssimos são mais reais do que na série do filme “Sobrenatural”.

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