A mulher e o negro.

Há ainda poucas décadas, existiam ficcionistas que se especializavam em prever e antever o futuro. Eram admiráveis mundos novos previstos por cada um. Tendo Júlio Verne como um dos principais inventores do mundo novo – ele, chegando a mostrar como seria possível “A Volta ao Mundo em 80 Dias” – tivemos o homem voando em cápsulas espaciais, ou com propulsores próprios, como Flash Gordon. E a conquista da Lua, sonha quase ancestral da humanidade.

No campo sócio-político, a ficção mostrava a antiga União Soviética transformando-se em nações capitalistas, enquanto os Estados Unidos se tornavam modelo de um novo socialismo. E, como previsão de ousadia por assim dizer suprema, havia ficcionistas prevendo a chegada, à Presidência dos Estados Unidos, de uma mulher ou de um negro. Hillary Clinton e Barak Obama, a mulher e o negro, disputam a preferência de seu partido político, o Democrata, para se candidatarem à Presidência da República estadunidense. Podem não chegar lá, mas já confirmam que a ficção de apenas algumas décadas começa a se tornar realidade agora.

Enquanto isso e lamentavelmente, discutem-se, em países menos desenvolvimentos, questão inadmissíveis diante da civilização ocidental, como preconceitos raciais, de gênero, de classe e, até, de opção amorosa. Amanhã, seremos vítimas de gargalhadas históricas quando os pósteros descobrirem que, ainda no início do século XXI, brasileiros discutiam a moralidade do uso da camisinha…

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