Piracicaba e Bush.

Na década de 1970, em pleno regime militar e sob o governo de Ernesto Geisel, o Proálcool deu, a Piracicaba, uma poderosa contribuição para o desenvolvimento do município e da região. A crise do petróleo no mundo todo permitiu, como ocorre em todas as crises e guerras, o surgimento de novas tecnologias, de novos recursos energéticos, etc. Na década de 1930, foi um piracicabano, João Bottene, quem criou e desenvolveu um sistema que permitia o uso do álcool como combustível, motor a , o chamado Gazol (535), em plena revolução de 1932. Os veículos da Prefeitura de São Paulo eram abastecidos a partir da invenção de João Bottene, de quem A PROVÍNCIA publicará farta documentação e reportagens informativas.

Há alguns anos, com a retomada do Grupo Dedini ao comando do biocombustível e dos estudos revolucionários da Esalq, temos saudado o que se chama, já, de “renascimento” da economia piracicabana, um novo florescimento, a iniciativa privada antecipando-se, abrindo espaços, estimulando novos empreendimentos e, enfim, animando cultural e economicamente o município. E a cidade.

A vinda de Bush ao Brasil e seu encontro com o Presidente Lula, se tem o significado de firmar novas alianças com a América do Sul e países que a lideram, significa investimentos altíssimos na produção do etanol, da qual o Grupo Dedini é responsável por 50%. São números impressionantes e sua repercussão em Piracicaba será das mais significativas, um outro e grande passo na consolidação da economia e, ao mesmo tempo, em desafios que surgirão com novas realidades e repercussões sociais.

A vista de Bush alcança Piracicaba. E precisamos, na verdade, estar preparados para o que se consolida, não com o que se pensa que irá acontecer. Pois já aconteceu, está acontecendo e, infelizmente, a classe política não consegue alcançar o horizonte da economia e da iniciativa privada. Quando se fala em cidade civilizada, em cidade com qualidade de vida, com educação a se aprimorar, com segurança assegurada, está-se falando não apenas nos moradores de Piracicaba, mas naqueles que já nos vem como a Meca de grandes empreendimentos e de uma revolucionária guinada desenvolvimentista em nível mundial.

Havia políticos míopes que se riam quando, destas mesmas colunas, dizíamos que “o buraco da rua” tem, hoje, profundas implicações internacionais. Tem. Como o que acontece na Unimep, como ocorre com esse horror no Cadeião e a infelicidade da vinda da Febem, mesmo que se lhe tenha mudado o nome. A interligação, a inter-relação é quase absoluta, não mais sendo possível falar-se em lugares isolados ou alheados do mundo. Na verdade, não apenas o Brasil, mas as grandes potenciais mundiais, estão de olho em Piracicaba, em nossos empresários, em nossos cientistas, em nossos recursos tecnológicos.

Bush pode ser o melhor prefeito de Piracicaba em todos os tempos. Pois será impossível, depois dos acordo já consagrados de Brasil/EUA, Piracicaba contentar-se em ser dolorosamente arcaica como muitos, da classe política, a tem visto.

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