O nome dela ainda é Gal

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Gal Costa

A carreira de Gal Costa, que já soma mais de cinco décadas, anda passando, nos últimos tempos, por várias releituras. A musa do tropicalismo, que virou pop nos anos 80, volta e meia é cobrada para fazer discos tão empolgantes e questionadores como os de antes.

Há uns dez anos, a baiana de voz de cristal parecia ter se acomodado de vez, até que o amigo Caetano Veloso criou Recanto, com canções inéditas, muitas vanguardistas. Gal fez uma turnê de sucesso, acompanhada de jovens músicos – aportou no Sesc Piracicaba – e, além das músicas novas, fez releituras de sucessos quase esquecidas.

Agora chega Estratosférica Ao Vivo, sua estreia na gravadora Biscoito Fino. É um CD duplo que não tem apenas as versões ao vivo do lançamento de 2015. Gal garimpou em seu repertório músicas esquecidas como Mal Secreto, a pungente Três da Madrugada, e a pop Arara. E deu leitura animada para Cartão Postal, de Rita Lee e Paulo Coelho, e Os Alquimistas Estão Chegando, de Jorge Ben. Vale a pena.

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