Modernidade: automóveis e prostitutas

As lembranças da descrição de Noedy Krahenbuhl Costa (Jornal de Piracicaba, 20/05/1982), narrando episódio de sua infância, permite uma visão ampla daquela transição de um para outro século. O automóvel – “Stower ou Sauer”, segundo Noedy – tinha “direção do lado direito, breque de mão do lado de fora, capota conversível esticada com correias de couro, faróis de acetileno, substância orgânica inflamável, obtida pela ação da água sobre o carboneto de cálcio(…)”. As prostitutas, alegres, passeavam de carro pelas ruas da cidade, atrevidas e felizes. Acenavam para as pessoas. Os avós de Noedy – Frederico e Catarina Krahenbuhl – estavam placidamente sentados em suas cadeiras na calçada quando carros passaram, com prostitutas. Elas acenaram e “Fritz” – já quase não enxergando – respondeu aos acenos. Foi o que bastou para Catarina acreditar que, se ele tinha acenado, era por ser amigo ou conhecido das prostitutas.

 

 

 

 

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