Pedro Morganti e Monte Alegre

Pedro Morganti foi literalmente idolatrado pelos moradores de Monte Alegre, que ele adquiriu na década de 1920 com dinheiro inclusive emprestado de colonos, pago seis meses depois com juros, segundo Niva Miguel. Foi na década de 30 que o bairro passou por um surto desenvolvimentista tornando-se uma verdadeira cidade, com cerca de 10 mil pessoas entre colonos, cortadores de cana, funcionários, no campo e na indústria, segundo Giácomo Zanardo, um antigo funcionário, em entrevista concedida em 1991.

Pedro Morganti pretendeu que seus colonos vivessem como uma grande família. Construiu dezenas de casas – ainda restam escombros de quase 100 delas — cinema, escola, ambulatório médico-odontológico, farmácia, padaria, supermercado, biblioteca e um clube. E a igreja, iniciativa do próprio Pedro Morganti, belíssima e hoje monumento histórico, inaugurada no dia 25 de dezembro de 1936 com missa e com o batizado da menina Mariza, sua neta.

Por volta de 1964, a família Morganti vendeu Monte Alegre para Adolpho da Silva Gordo e, em 74, o Grupo Ometto a adquiriu, passando a se chamar Monte Belo. A usina foi desativada em 1981. A fábrica de Papel passou para o Grupo Simão e, atualmente, para Votorantim.

 

 

 

 

 

Deixe um comentário