Adolpho Affonso da Silva Gordo

Adolpho Affonso da Silva Gordo nasceu em Piracicaba em 12/8/1858, filho do agricultor e tenente coronel da Guada Naicnal, Antonio José da Soilva Gordo e de Anna B landina de Barros. O pai foi vereador na Câmara Municipal de Limeira e, em 1845, presidente da mesma.

Era o último de nove filhos e fez os primeiros estudos no Colégio São Luiz, de Itu, e o secundário em Santos, no então famoso colégio dirigido por Augusto Freire. Em 1875, ingressou na Academia de Direito de São Paulo, formando-se em 1879.

Em Santos, a família Silva Gordo se consolidou como uma das mais poderosas famílias paulistas, grandes exportadores de café, sendo notável, para a época, a mansão que construíram e que se tornou espaço de recepção para personalidades brasileiras e estrangeiras.

Laços com os Moraes Barros

Os vínculos dos Silva Gordo com Piracicaba são extraordinários e marcantes. Duas irmãs de Adolpho Affonso da Silva Gordo casaram-se com os irmãos Moraes Barros: Adelaide Benvinda, com Prudente de Moraes, casando-se na mansão de Santos; e Maria Ignez, com o Senador Manoel de Moraes Barros.

As relações parentais, no entanto, estendem-se a outras famílias aristocráticas e de políticos notáveis à época, incluindo o também Presidente Campos Salles e os Cerqueira César.

Casamentos

Adolfo Gordo casou-se duas vezes. A primeira esposa, Anna Pereira de Campos Vergueiro, era neta do Senador do Império, Nicolau de Campos Vergueiro, o Senador Vergueiro, com grande poder e influência no Brasil e vínculos estreitos com Piracicaba, onde residiu. Após a morte de Anna, Adolpho Gordo casou-se com Albertina Vieira, filha do famoso e mítico professor da Academia de Direito, Joaquim José Vieira de Carvalho, tornando-se cunhado do não menos famoso e extraordinário médico Arnaldo Vieira de Carvalho, Fundador da Faculdade de Medicina de São Paulo, o “Doutor Arnaldo”.

 Político e republicano

Formando-se em Direito, Adolpho Gordo iniciou a sua vida aprofissional em Capivari, tendo trabalhado politicamente com o médico Cesário Motta, sendo vereador na vizinha cidade. A partir de então, dedicou-se vivamente à causa republicana, participando da convenção republicana de Itu., tornando-se assessor de Bernardino de Campos, Campos Salles e Francisco Glicério nas lutas pela instituição da República.

Proclamada a República, foi governador do Rio Grande do Norte por alguns meses. Em seguida, elegeu-se vereador e deputado por São Paulo (1891 a 1902). Fundador do PRP, ingressou na dissidência do partido e retornou às hostes de origem. Em 1913, com a morte de Campos Salles, foi indicado para o Senado Federal, elegendo senador e reelegendo-se em 1921 para um mandato de nove anos que, no entanto, não se completou devido à sua morte trágica.

No dia 29 de junho de 1929, o Senador Adolpho Gordo morria atropelado por um caminhão, na cidade do Rio de Janeiro.

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