Cesta básica sobe pela segunda semana consecutiva

O preço médio da Cesta Básica de Piracicaba ICB – ESALQ/FEALQ, calculado pela EJEA, para a semana encerrada no dia 14 de março de 2014, apresentou aumento de 0,64% em relação à semana anterior, passando de R$ 420,68 para R$ 423,37.

As categorias Alimentos e Limpeza Doméstica apresentaram aumentos de 0,73%, passando de R$ 342,03 para R$ 344,52 e de 1,10%, passando de R$ 41,73 para R$ 42,19, respectivamente. Já a categoria Higiene, apresentou variação negativa de 0,71%, passando de R$ 36,92 para R$ 36,66. Os produtos com destaque nessa análise são a farinha de mandioca o feijão.

A farinha de mandioca apresentou aumento de 15,96%, passando de R$ 2,83 para R$3,28. Segundo o CEPEA – ESALQ/USP, as indústrias de fécula limitaram a compra de mandioca, visando reduzir os estoques, visto que o produto passava por desvalorização nos últimos meses. Outro fator contribuinte para a diminuição da oferta de fécula foi o recesso de carnaval, que refletiu na redução do volume produzido. Ainda segundo a mesma fonte, as chuvas de março provocaram a diminuição no ritmo de colheita da raiz, provocando também a redução da oferta de matéria prima. O desaquecimento da oferta culminou no aumento dos preços ao consumidor.

está afetando importantes áreas produtoras de feijão do país. Segundo o IBGE, estimativas de produção do feijão 2ª safra feitas entre fevereiro e março, sofreram queda de 0,9% em relação ao levantamento feito em janeiro. A menor expectativa de produção é consequência das condições climáticas adversas que persistiram no período. Produtores de Vargem Grande do Sul (SP) dizem que, devido à seca que afetou a produção, comerciantes tiveram que recorrer à compra do produto em outros estados fazendo com que o valor do frete aumentasse. O aumento nos gastos com transporte é repassado ao consumidor que tem que pagar por um produto mais caro e de difícil substituição no mercado. Segundo a Associação Paulista de Supermercados, é normal esse reajuste nesse período do ano e a situação tende a se reverter em meados de julho e agosto. A afirmativa é confirmada pelo ICB – ESALQ/FEALQ, que registrou aumentos durante praticamente todo o 1° semestre de 2013. Entretanto, no 2° semestre os preços caíram, encerrando o ano com valores mais baixos.

 

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