Prefeitura recupera prédio da antiga escola do bairro Pau D´Alho

ESCOLA DO PAU D'ÁLHO 0117JJ1Depois de mais de 20 anos de impasse, a Prefeitura de Piracicaba conseguiu obter o termo de posse do terreno de 4.000 metros quadrados, onde está localizada a antiga escola do bairro rural de Pau D´Alho, denominada Escola Estadual José Piacentini, na Rodovia Estadual Samuel de Castro Neves (SP-147), em frente à igreja do bairro, distante cerca de 20 quilômetros de Piracicaba.

O prefeito Barjas Negri solicitou que os trabalhos de recuperação fossem executados e a Sema (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento) trabalha no local desde segunda-feira, 16/01. O prédio da escola e o seu entorno serão recuperados e o espaço será transformado em centro social para que a comunidade realize diversas atividades culturais e de lazer. Residem no Pau D´Alho e adjacências cerca de 200 famílias.

A limpeza externa já foi concluída e nesta terça-feira termina a limpeza interna. Amanhã, quarta-feira, 25, começará a execução de pequenos reparos nos telhados. A última etapa é a pintura do prédio que será executada em sistema de mutirão, com a ajuda dos moradores.

Gimenez lembra que na primeira gestão do prefeito Barjas, a Sema se interessou em fazer a recuperação da área, mas os descendentes do antigo proprietário, que havia doado a área à prefeitura, não permitiram e a situação persistiu por todo esse tempo, até que a Justiça concedeu o termo de posse da área esta semana, autorizando o Poder Público a intervir no local.

A escola foi construída em 1972 e encerrou suas atividades entre os anos 1980 e 1990 pela dificuldade de acesso, já que a estrada de terra em épocas de chuva, se transformava em lamaçal, dificultando a chegada dos professores que seguiam de Piracicaba para dar aulas. Para não prejudicar o desempenho escolar dos alunos a Prefeitura passou a transportá-los para Ártemis, onde ficava a escola mais próxima.

BOAS LEMBRANÇAS – Umas das três professoras que lecionaram na antiga escola, Arlete Gonçalves de Camargo, 77 anos, aposentada, lembra que trabalhou na unidade durante os anos de 1972 a 1981. Estudavam em torno de 20 alunos de 7 a 12 anos, que cursavam a 1ª, 2ª e 3ª séries. As aulas aconteciam somente no período da manhã. As outras duas professoras eram Marlene Terezinha Voltani e Maria Iara Ambrozano.

Arlete classificou os nove anos em que lecionou na escola como os melhores de sua vida. “Era uma escola maravilhosa e muito bem cuidada pela Prefeitura. Os alunos eram comportados e educados e eles próprios cuidavam do jardim e da pequena horta ali existente, onde os produtos colhidos eram aproveitados para a merenda”.

A ex-professora afirmou que na época lamentou muito o fechamento da escola, mas hoje está feliz por saber que aquele espaço vai voltar para a comunidade. “Tenho absoluta certeza de que os moradores saberão cuidar do centro social, fortalecendo os laços de amizade e congressamento entre as pessoas”, comemorou Arlete.

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