Até Tu Senhor?

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Aos poucos todos os paradigmas vão se desfazendo. Depois de constatar e da pior forma, que Deus não era mais brasileiro, descobri que adeus também não é. Agora, quando se esperava uma mudança radical nos conceitos administrativos da Confederação Brasileira de Futebol, vimos através da cartolagem vitalícia e viciada, feitos cupins de gaveta, atacar novamente a opinião pública ao indicar o novo e velho nome para treinar nossa seleção: Dunga”. O feito, vem derrubar o último e retardado paradigma de que a “voz do povo é, (ou melhor) era a voz de Deus”. Nesse ponto e me perdoe a intimidade, o ‘Homem’ lá de cima, parece dar mostras de estar cansado de um ‘povinho’ que feito manada, segue sendo manipulado por diferentes classes políticas e agora do esporte, pois eles nos movem ao seu bel prazer, impondo-nos vontades goelas abaixo. E esse povinho medíocre que somos nós, seguimos olhando para o chão, cumprindo desejos os mais absurdos possíveis. Claro que muitos cristãos haverão de dizer que Deus deve e por certo tem, coisas mais importantes por fazer, e nisso, também concordo, pois  acho que Ele, fazendo uso da parábola de escrever o certo por linhas tortas, quer nos mostrar certas coincidências, como por exemplo, a desastrada goleada dos sete a um imposta pelos alemães: – só mesmo um Dunga acostumado ao número dos sete anões. Por isso, depois de ver equipes e principalmente a Alemanha jogando um futebol alegre, bem jogado, disciplinado e ofensivo, acho por demais estranha a escolha desta cartolagem, em trazer de volta um arrogante e mediano treinador com caraterísticas retranqueiras, pois sua tese sempre foi: – jogar feio e ganhar! Desta forma, enquanto o povo não despertar, vamos sendo forçado a engolir os Teixeiras, Marins e Del Neros da vida, resgatando defuntos de um passado que não refletem nem nunca serviram de parâmetros de sucesso. Nesse ponto e se a carapuça lhe servir, a culpa é sua, pois eu estou fora; aliás, como fiz nesta Copa: – torci e vibrei pela minha descendência germânica, pois cansado dos palhaços políticos, agora me cansei dos palhaços dos campos de futebol: dos de camisa e os do banco. E, enquanto esta estória perdurar, eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou fazer de tudo, menos acompanhar essa cambada matando o pouco que nos resta desta paixão chamada futebol.

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