Santa cascata

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downloadSegundo consta, 75 municípios da Bacia PCJ – Piracicaba, Capivari e Jundiaí, faz captação direta de corpos d’água; riachos e rios, inclusive a nossa cidade, que por problemas já conhecidos, capta 80% do Corumbataí e o restante do Piracicaba. Durante anos, por interesse pessoal e de trabalho, fiz duas coletas diárias de vazões dentro do sistema de medição supervisionado pelo DAEE-SP, estabelecendo a partir dai, um Mapa de Vazões médias, mínimas e máximas. Tomando por base que o nosso rio de maior captação é o Corumbataí, no período compreendido entre 1974/2005, tivemos uma média de: vazão mínima de 6,41m3/s; média de 38,12m3/s e a máxima de 185,54m3/s. A sua pior marca aconteceu em 30/01/2005, com 2,59m3/s. Outra peculiaridade desse corpo d’agua, é que ele enche e esgota na mesma proporção. Daí, ao ler uma matéria sobre o Plano Diretor de Recursos Hídricos, onde o presidente do comitê da Bacia PCJ, Ferrato, garantiu (isso mesmo), garantiu que Piracicaba não tem problema com a falta de água ‘e nunca faltará’, gostaria de lembrar, que a terrinha perde hoje com vazamentos, furtos e rompimentos de rede, (pasmem), quase metade de tudo aquilo que produz diariamente de água. Nesse ponto, fica evidente que o décimo primeiro andar, pensa na contramão dos engenheiros/técnicos do PCJ, que numa antevisão do futuro pleiteiam o aumento da vazão de 5 para 18 m3/s. Daí ponho-me a imaginar que cascata ‘prefeitural’ (neologismo meu), é essa, pois a menos que ele tenha uma bola de cristal sobre a mesa, impossível levar a sério essa afirmação de não reservar estrategicamente essa água, que nesse caso, poderia vir em forma de um grande lago a montante da captação, na margem esquerda do rio, alimentada por gravidade em canal de concreto, por vazão de chuva admitida entre os parâmetros de média para mínima. E tudo isso, poderia ser feito sem a necessidade de interrupção do curso d’água e com menor IA- Impacto ambiental. Por isso, entendo que só mesmo uma bela e refrescante cascata pudesse limpar e lavar intenções pessoais distorcidas no trato da água. E como miséria pouca é bobagem, na semana passada ‘os de bico’, anunciaram com toda pompa o lançamento de um novo distrito industrial – UNISUL, para 60 empresas. Por isso, junto aos questionamentos acima, fico apensar que tipo de infraestrutura e garantia de recursos hídricos pode ser ofertada com esse tipo de planejamento/pensamento? Talvez a mesma bola de cristal responda.

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