Zelo e vigilância dos construtores.

Uma das tristezas que ficam dessa crise – agora, em vias de solução, diante da posição clara do Colégio Episcopal e do firme posicionamento de lideranças sérias – é a de ter-se percebido que raízes, história e lutas foram menosprezadas pela “aventura da novidade”, aqui instalada. Da Unimep, pode-se repetir que ela foi construída a exemplo do brado e da lição de Winston Churchill: “sangue, suor, lágrimas e trabalho.” A data fundante de toda essa luta remonta a 1963, quando Chysantho César aceitou o desafio, acreditou e fez. No dia 1º de abril de 1964, faziam-se os primeiros exames vestibulares para o ingresso naquela que foi a semente da grande árvore: a ECA.

O estrago feito a partir de um Conselho Diretor presidido por um especialista em venda de seguros de vida – especialmente a humildes crentes evangélico – e executado por Davi Barros, em delírios febris teria que ser contido de um a outro momento. O documento dos bispos foi marcante, numa linguagem serena, diplomática mas que não deixou margem a dúvidas quanto ao cerne, à alma, aos princípios da Universidade, à sombra da Igreja Metodista.

E, agora, todos são brindados com as serenas, lúcidas e objetivas considerações de homens que, não apenas formando o “Grupo dos Notáveis”, da instituição e da própria Igreja Metodista, são, antes de mais nada, os líderes dessa grande e notável construção que é a universidade metodista. Foi pena que os autores e estimuladores da ação iconoclasta não tivessem o respeito sagrado que as instituições sagradas merecem. Pois, um mínimo que houvesse desse respeito, jamais se atreveriam a tentar solapar uma história de tantas lutas e grandezas.

Nesse momento agudo – mas que permite ver luz ao final do túnel, sopros de esperança vindo de homens responsáveis e sérios – essa manifestação conjunta de Elias Boaventura, Almir de Souza Maia, Gustavo Jacques Dias Alvim, Ely Eser Barreto César e Sérgio Marcus Pinto Lopes mais do que um alento, mostra a vigilância e o zelo de quem construiu, dos que semearam, plantaram, colheram e enfrentaram geadas ameaçadoras. Incluindo a de agora, uma geada que, tentando matar a planta nascida em terra fértil, permitiu a reação que tornou a terra e a planta ainda mais generosas. Quando cultivada com sangue, suor, lágrimas e trabalho – na terra adubada com esperança – a planta resiste e se fortalece.

Houve tentativa patética, isolada, de um escudeiro da interventoria para, em entrevista coletiva, explicar o já explicado. Foi triste. Quando alguém, como o porta-voz incauto, diz estar “ao lado de todos”, significa não estar ao lado de ninguém. Ora, quando tanto se fala em valores evangélicos, como se pode insinuar “servir a dois senhores”? As considerações dos notáveis e construtores da Unimep é conclusiva no reconhecimento da preservação dos valores da universidade e da Igreja.

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