Petróleo e Mr.Obama.

Ah! As voltas que o mundo dá! E como realmente é doce o sabor da justiça realizada, a que alguns também dão o nome de vingança. Pois aí está, agora, Mr.Barack Obama todo dócil, solícito, gentil, vindo em busca do petróleo brasileiro que, jorrando do Pré-Sal, tornará nosso país um dos maiores produtores desse sangre negro do mundo. Abro um parêntese: não sei se isso é um bem, se será um mal, mas há um tesouro imensurável nas águas brasileiras. Quem viver verá.

Pois bem. Getúlio Vargas foi a grande vítima da história política brasileira, levado ao suicídio pela sanha cruel e odiosa da UDN, o PSDB da época. Getúlio decidira criar a Petrobrás, o que parecia um sonho quase irrealizável e que, ao mesmo tempo, contrariava os mais vorazes apetites estrangeiros, em especial os dos Estados Unidos. Os tucanos daquele início dos 1950, abriram seus bicos grasnando, berrando, tentando barrar a pretensão nacional de produzirmos o nosso próprio petróleo. E, para destruir a bravura de Getúlio e seu nacionalismo entranhado, os udenistas – aquele tucanato de cartola da época – providenciaram para que um tal de Mr.Link viesse ao Brasil e, como especialista na área, provasse que o “Brasil não tinha petróleo”. Monteiro Lobato, indo até a sua heróica exaustão, já provara a existência desse ouro negro em nossas terras e em nossas águas. Mas a UDN e Mr.Link provaram, falsamente, o contrário.

Em 1953, contra quase tudo e quase todos, Getúlio Vargas criou a Petrobrás, esse gigante que agora aí está, uma das mais poderosas empresas do mundo. Os governos estrangeiros tiveram, a pouco e pouco, que se calar. Os Estados Unidos entenderam que, em vez da política do porrete, era melhor adotar, novamente, a da boa vizinhança. Eis aí porque Mr.Barack Obama nos visita, ele que já disse que Lula era “o Cara”, mas que andou meio amuado com a independência firmada pelo ex-presidente.

Ao contrário de Mr.Link, que chegou para provar que o petróleo não existia no Brasil, Mr.Obama chega, agora, com o pires na mão, querendo contratos que garantam o fornecimento de parte do que iremos extrair dos mares para atender parcela da demanda insaciável da suicida sociedade estadunidense. É a hora do Brasil, que não mais pede esmolas, que não mais se submete, apesar da torcida da nova UDN para mostrar que Dilma não é Lula, mesmo porque Lula não é Dilma, e o Brasil está prosseguindo a sua nova trajetória, impávido colosso. Boas vindas ao Mr.Obama, nosso ilustre freguês. E pêsames aos vendilhões de sempre. Bom dia.

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