Vaca estressada e Beyoncé

picture (9)Já se me escapam, os detalhes. Mas, há alguns anos, lembro-me de ter escrito um artigo sobre vaca estressada. E, em paralelo à vaca com estresse, cientistas tinham informações quanto à descoberta de carneiros gays. Foi um sufoco entender: de um lado, vacas estressadas; de outro, carneiros que – com distúrbios neurológicos – se tornavam gays. A maledicência correu solta.

De tanto ler aqui, ler acolá, afoga-se em meio à sopa de letras. Quanto à vaca estressada e ao carneiro gay, a fonte da informação não interessa, mesmo porque jornalistas, ultimamente, parecem dispensados de provas: “o suposto desvio de dinheiro”, “segundo fontes”, “conforme se revelou”, “fonte não quer ser identificada.” É a festa da Candinha.

A história do carneiro gay fez-me entender o que ocorrera com um amigo meu. Cientistas revelaram que, em suas pesquisas com animais, alguns carneiros – com distúrbios cerebrais – passaram a trocar de parceria: deixavam as fêmeas, uniam-se a machos. Ficavam gays conforme a zona cerebral atingida. Ora, pensei: podia ser o que ocorrera com meu amigo que – passado dos 60 anos – deixou a mulher, trocando-a por um homem com quem passou a morar. Sem saber dos distúrbios do carneiro, dei, ao amigo, minha opinião, pois ele ma pedira: “Vá a um médico, você ficou lelé, pirou.” Do carneiro gay, eu soube depois.

Ora, não sei se homens e carneiros endoidam da mesma maneira. Nada tenho, porém, a ver com isso. Minha preocupação fôra com a vaca estressada, uma descoberta com subsídios possíveis para se buscar entender complicações nas relações humanas, especialmente com certas mulheres. Segundo a ciência –penso ter lido em “Superinteressante”, sei lá… – vacas estressadas produzem carne mais dura do que a das tranqüilas. Das estressadas, o couro se lhes resseca mais depressa, enrugam-se precocemente. Por sua vez, vacas tranqüilas transmitem meiguice, a carne é macia, mais tenra e doce. O mugido, parece que mais suave também.

Ora, se isso também ocorrer com os humanos, tudo se explica ou tudo ainda mais se complica. Vejam os carneiros. Nascer carneiro seria ter um destino já determinado: manso, com chifres e, se houver distúrbio mental, fica gay. Nascendo-se vaca, o estresse pode determinar o jeito de ser. Se a mulher é brava, irritada, com pele seca, precocemente enrugada, sem brilho, amarga, chata , o diagnóstico é claro: vaca estressada. No entanto, toda vaporosa, carne macia e doce, pele úmida, sorriso permanente, olhares plácidos, sedução em cada gesto – eis o protótipo humano de vacas calmosas, doces, tenras.

Pensei em meu amigo que, como o carneiro, virou gay. Além de seus possíveis problemas mentais, tinha mulher azeda, amarga, como a vaca estressada dos cientistas. Primeira conclusão, superficial: carneiros gays e vacas estressadas não convivem por muito tempo. Vidas conjugais, portanto, poderão, no futuro, ser mais compreendidas se melhor observarmos carneiros e vacas, sei lá.

Lembrei-me daquele artigo ao ver cenas de um filme com a Beyoncé. Minha conclusão de leigo, não de cientista, muito menos de carneiro: aquela mulher não tem nada de vaca estressada, arre! Bom dia.

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