13 Reasons Why e o suicídio

13 reasons

Netflix

Quando eu trabalhava em jornais, em São Paulo ou Piracicaba, havia uma restrição explícita: não se noticia suicídio. A razão era a crença, com o aval de médicos, de que essa divulgação colabora para que outras pessoas façam o mesmo. O assunto voltou à tona com força total depois de 13 Reasons Why, série da Netflix que fez o maior sucesso a partir de março, ao contar o drama de uma garota que se mata, e retorna no ano que vem, sem data definida.

Apesar dos elogios à parte artística, muita gente se perguntou: será que o público alvo, os adolescentes, não ficaria impressionado demais? Pois uma pesquisa recente da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, confirma esses temores. Os pesquisadores detectaram um aumento grande (e preocupante) de acessos sobre suicídio na internet desde que a série estreou.

A pesquisa ficou restrita aos Estados Unidos e foi feita no período de 31 de março a 18 de abril, justamente quando 13 Reasons Why estava no ar. Neste tempo, houve 1,5 milhão de pesquisas sobre suicídio, de forma geral teve um aumento de 19% em relação ao ano passado. Mais grave ainda, procuras específicas do tipo “como cometer suicídio” tiveram crescimento de 26%. Enquanto isso, informações sobre prevenção só cresceram 12%. Embora os pesquisadores façam a ressalva de que a pesquisa junto ao Google não permita ligar causa e efeito com o programa, deixaram uma sugestão à Netflix para que a questão seja amenizada na próxima temporada.

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