Mais de 30 mil pessoas no enterro de Luciano

A notícia, dada em primeira mão pelo repórter Rubens Lemaire de Moraes, em uma das rádios locais, logo fez com que a cidade entrasse em convulsão. Inesperadamente, após um almoço no Lar dos Velhinhos, morrera o prefeito Luciano Guidotti, na tarde do dia 7 de julho de 1968.

Com uma edição especial, “O Diário” noticiou o falecimento provocado por problemas cardíacos.

O prefeito estivera presente em almoço comemorativo aos 25 anos de Madre Albina, superiora do Lar dos Velhinhos. Depois, em casa, sentira-se ao mal e chegou a ser atendido pelo médico José Eduardo Mello Ayres, falecendo no hospital para onde foi transferido, logo a seguir.

O enterro se transformou em grande manifestação. 120 coroas de flores foram enviadas à família, uma multidão estimada em mais de 30 mil pessoas passou pela Catedral onde o corpo permaneceu exposto.

E o féretro subiu a rua Moraes Barros acompanhado por uma multidão que, a pé, seguia um cortejo formado pela cavalaria, Corpo de Bombeiros, Corporação Musical, Guarda Civil, Guarda Municipal, autoridades, instituições religiosas, representações de colégios locais.

Embora com mais de 200 homens para garantir a segurança, houve vários acidentes com a multidão que invadiu o cemitério, com pessoas caindo dos túmulos aos quais subiram para acompanhar as despedidas.

Uma das últimas homenagens foi prestada por seresteiros, entre os quais Cobrinha, que cantaram “Piracicaba”.

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