Teté, sua Mãe e o Galo

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Teté. Pessoa singular! Extremamente inteligente, alto funcionário de importante Ministério. Doutorando-se em Matemática, na Universidade de Brasilia. Nossa última conversa, que sempre se transforma em discussão, foi aqui em casa, à luz das estrelas e de uma vela (qualquer dia conto a história do “castiçal”), no terraço sob atenção de gatos, cachorros, Debora e Mirtes, foi sobre Números Primos, então paixão dele! Como não podia deixar de acontecer, agora há pouco, ele foi apresentar um Trabalho em Congresso em Lisboa, Portugal.

Sua mãe, adorável criatura, extremamente religiosa, sabendo de sua viagem àquele Pais, não se fez de rogada: “Me traga um Galo azul, símbolo daquelas plagas!”

Lá se foi Teté para a Pátria de Camões! Já disse que se trata de pessoa singular. Alugou uma bicicleta, com a qual conheceu, praticamente, Lisboa, alem de cidades próximas. “Honni soit qui mal y pense”, claro que participou, com o brilho que lhe é peculiar, do Congresso! Os passeios e a gastronomia foram nas “horas vagas”. Entenda-se por “gastronomia”, principalmente a parte etílica, coisa que ele sabe apreciar como ninguém! Nunca vi ninguém beber com a categoria dele. Entre um gole e outro vinha-lhe à cabeça o “Galo de minha mãe”! Não poderia deixar de levá-lo para Piracicaba!

No dia do retorno deveria tomar voo para Lisboa onde faria conexão com o de volta ao Brasil. “No aeroporto de Lisboa vou comprar o “Galo de minha mãe”! Tomou umas e outras, mais umas que outras, a “aterrou” no avião. Acordou com uma aeromoça lhe sacudindo e perguntando: “O senhor vai para a África”? Estremunhado contestou: “não, vou para o Brasil e preciso comprar o “Galo” de minha mãe! Até pegar a bagagem e se dirigir ao “check in” o tempo quase se esgotara! “O Galo!!!” Correu a uma loja e, quase desesperado suplicou à vendedora: “Meu voo está saindo e eu preciso levar o galo pra minha mãe”! Sem entender muito bem a gentil moçoila o atendeu. Para não correr o risco de quebra envolveu-o em jornal. Enfim o voo de volta! Que delícia!

Chegou ao aeroporto de Brasilia! Bagagem no carrinho e o “galo da mãe” na mão foi-se encontrar com Debora! Não vou, por motivos óbvios, descrever a cena. Dirigiram-se ao estacionamento, colocaram a bagagem no porta malas do carro e… rumo ao Lar! Trânsito congestionado, calor…! Chegaram em casa. Retiraram a bagagem e … cadê o “galo da minha mãe”???? conclusão: deve ter ficado no carrinho!! Vamos voltar ao estacionamento do aeroporto, deve estar lá!!! Voltaram: mais trânsito congestionado, demora … Chegaram! Debora disse: vai você que eu espero no carro. Mais tempo passando, passando!

Até que enfim surge Teté … Com o galo de minha mãe!

No começo disse que Teté era pessoa singular! Singular e LARGO!!!

 

*Jairo é um piracicabano em Porto Seguro, Bahia

1 comentário

  1. Peter em 20/11/2013 às 01:40

    Êh!, Teté, só poderia ter sido você mesmo.
    O único que lhe faz concorrência em trapalhadas é o Pingo.

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