Unimep e um Natal de esperanças

picture (9)Davi Ferreira Barros foi um vendaval que, com fúria, sacudiu a UNIMEP e tentou também atingir o Colégio Piracicabano causando estragos que apenas o tempo dirá se poderão ser reparados. Ambas as instituições, porém, – a universidade e o colégio – resistiram por força dos grandes ideais de sua tradição e pela luta de homens e mulheres honrados que enfrentaram todos os obstáculos para impedir fossem os alicerces atingidos. A PROVÍNCIA orgulha-se de, nessa árdua batalha ao longo de dois anos, ter podido colaborar com coragem e discernimento.

Por isso, é prazerosamente que tornamos público, em primeira mão, que “habemus regem”, temos aquele que governa, sem que a expressão latina tenha qualquer laivo de provocação a fundamentalistas que podem inferir referência ao “habemus papa” do universo vaticano. “Habemos Papam” é proclamação de governo, a existência, enfim, do mandatário, do governante. Clóvis Pinto de Castro, o novo reitor da UNIMEP e diretor geral do IEP, surge como o homem sobre o qual pesam graves responsabilidades e, ao mesmo tempo, em quem se depositam ainda mais sólidas esperanças. As comunidades da UNIMEP, enfim, podem dizer, após dois anos de caos e de descontruções, que “habemus regem”. É um novo reitor, um novo diretor geral, homem com história de vida limpa e voltada para o que há de mais profundo na educação, à luz de um metodismo que, por quase 150 anos, seduziu Piracicaba e o Brasil. Que a rede metodista de ensino, com todo o direito, escolha seus caminhos, mas que se preservem a história, a cultura, a realidade já comprovada do ensino e da educação promovidos e ministrados pela UNIMEP e pelo Colégio Piracicabano.

Há poucos dias, em memorável artigo, o ex-reitor Almir de Souza Maia – informado da grande decisão que a Igreja Metodista teria que adotar, como adotou – lançou fundamentos que valem para uma nova caminhada, para uma retomada de luta e de compromissos, tanto por parte da Igreja, como dos professores e, também, de Piracicaba. A hora é de reconstrução e, para isso, é preciso que todos se dêem às mãos, que comunguem do mesmo ideal e lutem os mesmos objetivos.

Clóvis Pinto de Castro, ao que tudo indica, pode ser o homem providencial que venha a conseguir a união de forças, a retomada de caminhos. Com toda certeza – tais são as dificuldades e os problemas a serem enfrentados – ele conseguirá essa comunhão e esse somatório de esforços. No entanto, por mais expectativas existam e por esperanças se tenham, é preciso, desde o início, que se estabeleça um princípio, que se coloque na mesa o fundamento: a união não existirá a qualquer preço ou diante de uma proposta que leve a UNIMEP e o Colégio Piracicabano a serem apenas duas escolinhas de mercado, como Davi Ferreira Barros tentou fazer. A união existirá, incondicionalmente, se o objetivo for a recuperação e o reavivamento do grande ideal que construiu e manteve a UNIMEP e o Piracicabano nessa história. Longe de ser imobilismo, é um avançar em direção ao futuro a partir da solidez de raízes. O mercado já mostrou, globalmente, o esfacelamento e a ficção em que se transformou.

Clóvis Pinto de Castro chega para administrar e manter vivo o espírito de instituições que nos foi deixado de herança por Martha Watts, Prudente de Moraes e, ao longo do tempo, por homens como Chrysanto César, Richard Senn, Elias Boaventura, Almir Maia, Gustavo Alvim, apenas para nos referirmos aos construtores e guias da grande universidade piracicabana. É, para a UNIMEP, enfim, um Natal de esperanças. Que os céus protejam e inspirem o novo reitor e diretor geral. Bom dia.

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