Febem: começo dos problemas.

Há poucos dias, o próprio governo de São Paulo, na gestão de Cláudio Lembro, admitiu que um dos erros da administração foi o de ter “interiorizado” as prisões, o que, por extensão, atinge a Febem, uma organização apenas prisional. Segundo o governo, tentando livrar São Paulo de tumultos e rebeliões, além de superpopulação carcerária, acabou-se por aumentar a criminalidade no interior paulista.

Quando o prefeito Barjas Negri – em comum acordo com os deputados Roberto Moraes e ACM Thame – acolheu o pedido do então Governador Alckmin para abrigar uma unidade da Febem em Piracicaba, fomos, na imprensa, uma das poucas vozes a advertir sobre os problemas que tal servilismo político acarretaria a Piracicaba. E com agravante de a Febem – agora chamada de Casa, talvez prevendo o que será a “casa-de-mãe-joana” – estar situada exatamente ao lado do Cadeião, que tantos problemas já nos trouxe.

A entrega da administração parcial à Guarda Mirim foi outra causa de perplexidade que somente se entende diante do silêncio quase patológico que parece ter tomado conta da maioria dos que têm voz. No mundo da delinquência, o processo de contaminação é acelerado. E, agora, surgem os primeiros problemas: denúncias de espancamentos na unidade da Febem. Mas apresentados por entidades de Limeira, na comprovação de que a Febem de Piracicaba foi mesmo criada para atendimento regional e não, como se apregoou de início, aos menores delinquentes do município.

Os primeiros sinais chegaram, mais cedo do se que esperava. Piracicaba, que mereceria mais escolas e faculdades, recebeu do Estado também a Febem, apesar de o atual governo estadual reconhecer que a “interiorização” causou sérios e graves prejuízos ao interior paulista. E os responsáveis, em Piracicaba, ficam em silêncio. Alguns deles, talvez, ainda atordoados com as revelações dos sanguessugas.

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