Sorrisos postiços.

Na verdade, trata-se de uma farsa universal: o sorriso de políticos, quase todos eles, sorrisos, postiços. Basta ver em Piracicaba, na vizinhança e, também, nas imagens que nos vêm dos Estados Unidos, da Indonésia, da França. São políticos rindo sempre, sempre rindo, mesmo quando o povo ulula nas ruas, de raiva, de insatisfação, por rebeldia e indignação.

Esse “tour” de George W.Busch pelo mundo permitiu algumas das mais veementes manifestações populares contra um presidente dos Estados Unidos. Lembrou o tempo da Guerra Fria e, também, os da loucura do Vietnã. O povo nas ruas, o “go home yankee” bradado universalmente, o recomeço de toda a insatisfação global diante do poder imperial, que, antes de Bush, fora caracterizado por outros presidentes norte-americanos, com destaque para Richard Nixon e Ronald Reagan, sintomaticamente três presidentes republicanos.

Tanto em Piracicaba quanto na Indonésia, o sorriso de políticos é de escárnio. Por aqui, é como se não importassem denúncias e provas, acusações e evidências notórias. Nada importa: o prefeito ri. Lula riu-se. José Serra e Alckmin e Fernando Henrique também riram. Quem não se lembra de Fernando Henrique chamando o povo de boboca, de caipira, o pessoal do “nhenhenhém”?

De qualquer maneira, esse universal sorriso postiço de políticos e homens públicos são uma revelação também universal de que os sistemas estão em processo acelerado de degeneração. Pois não se fazem grandes instituições sem grandes homens. Com homens pequenos, apequenam-se as instituições. Que choram.

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