Sugestões práticas para uma “Escolinha do Davi”.

Já está muito claro que Davi Barros, como interventor nomeado pelo Conselho Diretor, não tem qualquer preocupação com a missão educacional da universidade. O objetivo é da esfera mercantil. E com duas prioridades: diminuir custos e aumentar lucro. Não se sabe se, como interventor e com tais objetivos, Davi Barros conseguirá ir muito longe, pois os homens sérios da verdadeira Universidade Metodista de Piracicaba estão movidos pela santa indignação.

Os métodos adotados para se transformar a UNIMEP na “Escolinha do Davi” têm sido traumáticos e sem mínima preocupação para com questões éticas e com alto nível educacional. Por que, então, não simplificar e fazer o que tem que ser feito – criar a escolinha – de maneira menos atrapalhada?

Permitimo-nos, respeitosamente, algumas sugestões a Davi Barros e ao Conselho Diretor:

1- Como o presidente do Conselho Diretor é vendedor de seguros, essa atividade poderia ser incorporada à escola. Cada aluno inscrito, ganharia uma apólice de seguro coletivo.

2- Substituem-se os exames vestibulares por inscrições puras e simples. Por exemplo: se houver 50 vagas, os primeiros 50 inscritos são automaticamente aprovados mediante um pagamento simbólico de 20 reais

3- Criar-se-ia a Universidade Aberta ou, como está em moda, o Faculdades à Distância. Um grupo de funcionários enviaria apostilas aos alunos a cada 15 dias. E a avaliação do aprendizado seria feita também por e-mail, com perguntas simplificadas. No Curso de História, por exemplo, perguntar-se-ia: Quem é o Presidente do Brasil? Anote um X em Lula ou Fernando Henrique.

4- Sendo cursos à distância, Davi Barros teria, à disposição, centenas de salas para alugar, além de salões especiais para eventos, bailes, convenções, assembleias religiosas. Por exemplo: os laboratórios de Química seriam alugados a experiências para cachaça bi-destilada, para empresas colombianas especializadas em alucinógenos, etc.

5- A Biblioteca, como não será mais usada, poderia ser transformada num grande salão de bailes, concorrendo com as casas de eventos que ganham fôlego na cidade. Poderia, também, ser feito um convênio com as Faculdades Anhanguera, com essa outra aí na estrada de Rio das Pedras, para bailes de formatura.

6- O Teatro da antiga Unimep poderia ser alugado a bailes funks, congressos gays, convenções do PT e do PSDB, shows eróticos, espetáculos de strip-tease.

7- Preservar-se-ia a capela, alugando-a para casamentos de diversas profissões de fé, menos a católica, pois, como se sabe, a orientação da cúpula da Igreja Metodista é não participar de atividades onde esteja a Igreja Católica. Nada impede casamentos de umbanda, quimbanda, igrejas de mercado, etc.

8- O ginásio de esportes, o campo e as instalações seriam oferecidos a Adilson Maluf para treinamento do XV, com apoio de empresas que financiassem o aluguel. Poderão, também, servir a shows de rock, de forró, bailes de Carnaval.

9- As cantinas e algumas salas próximas terão suas atividades revisadas podendo, por exemplo, abrigar “happy hour” da boêmia e dos seresteiros, ter “sex shopp”, com sessões de cinema com lições amorosas ao vivo.

10- Alguns salões poderão ser adaptados a jogos de bingo, máquinas de games, até, disfarçadamente, apostas de jogo de bicho. E, na Fazendinha, a instalação de um motel, com características bucólicas, seria novidade com resultados altamente rentáveis.

Não há, pois, qualquer razão para tanta confusão.

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