Veio, abraçou, voltou.

Geraldo Alckmin fez, em sua visita à empresa coreana, o papel muito mais de candidato do que de governador. Sorriu, abraçou, apertou mãos, esbanjou sua simpatia natural e foi-se embora. Missão cumprida: veio a Piracicaba fazer, como alardearam seus correligionários da Prefeitura, sua “primeira visita a uma cidade como candidato.” Só que isso era meia verdade. Alckmin fazia um périplo e, no meio da tarde, já se destacava nos jornais eletrônicos por ter sido vaiado em Perus onde fez declaração perigosa: “No governo de São Paulo não tem ladrão.”

O fato é que Alckmin veio, abraçou, voltou e nada aconteceu. A não ser, é óbvio, uma boa oportunidade de campanha eleitoral. Essa simpatia de Alckmin, é bom reconhecer, é própria dele mesmo. Quem o conhece desde tempos passados sabe disso. Lembro-me de, quando dirigi por alguns meses o jornal “Vale Paraibano”, em São José dos Campos, nos 1980, a visita do então deputado Geraldo Alckmin era sempre festejada: “O Geraldinho está chegando…”, dizia o pessoal da redação. Portanto, muito antes de Mário Covas ter popularizado o diminutivo “Geraldinho”, o Governador já era Geraldinho. Foi ele que veio a Piracicaba, viu e foi embora. E quem pagou a conta?

Deixe um comentário